Mulheres

Ela fez história: Marie Curie

Essa postagem começa com uma pergunta: Você sabe quem foi Marie Sklodowska Curie e as contribuições dela para a História, Política e principalmente para a Ciência?

Ela foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e, a primeira pessoa a receber duas vezes esse mesmo prêmio, seus estudos revelaram novos elementos químicos, sua história revela o quão difícil era ser uma mulher cientista em uma época em que só homens podiam ocupar esse cargo.

Marie Sklodowska Curie foi uma mulher pioneira, nascida em 1867 na Varsóvia, em uma época em que a Polônia, estava dividida entre Áustria, Prússia (Alemanha) e Rússia. Varsóvia ficava sob o controle da Rússia, seu pai era professor de física e matemática em uma escola secundária e sua mãe diretora de escola, por conta de todos os anseios políticos da época, ambos tiveram seus salários e cargos prejudicados. Após a morte da mãe, a família se mudou algumas vezes já que por discordâncias políticas o pai era demitido de forma recorrente. 

O pai foi uma figura importante na vida de Marie, ao ser proibido o ensino de ciências em laboratórios ele levou os instrumentos laboratoriais para casa, dedicou-se ao ensino dos filhos. 

Marie era a melhor aluna em matemática e ao se formar aos 15 anos declinou ao prêmio de melhor aluna para não o receber das mãos das autoridades governamentais Russas, era adepta ao movimento clandestino positivista, sendo essa uma corrente que acredita no real, aquilo que é provado cientificamente.

O acesso à Universidade por mulheres imposto pelo governo Russo era restrito, então em um pacto com sua irmã Bronya ficou acordado que ela iria trabalhar como governanta para conseguir algum dinheiro e ajudar nas despesas dos estudos de Bronya em Paris e depois seria a vez dela estudar. Ela chegou a dar aula para crianças nesse período.

Ao se mudar para Paris continuou seus estudos e, em 1883 se graduou em Física e Matemática pela Universidade de Sorbonne, tornando-se, mais tarde, a primeira mulher a lecionar nessa importante instituição de ensino europeia. 

Ao ingressar na Universidade Marie passou por algumas dificuldades, se sentiu em desvantagem em relação ao conhecimento dos seus colegas de turma, passou a se dedicar quase que integralmente a melhorar seus conhecimentos acadêmicos e ao se formar obteve apoio de seus professores para conseguir uma bolsa de estudos e ingressar no mestrado e graças a isso o terminou um ano depois.

Quando aceitou um trabalho para racionalizar o comportamento magnético dos diferentes tipos de aço, ela necessitava de um laboratório para que assim pudesse iniciar sua pesquisa, foi assim que ela conheceu Pierre que se tornaria mais tarde seu companheiro. Ela terminou o estudo, recebeu por isso e devolveu todo o investimento da instituição que a financiou durante o mestrado.

Marie e Pierre

Pierre foi um grande incentivador de Marie, mesmo quando ainda não estavam envolvidos de forma amorosa. Foi ele quem a incentivou a ficar em Paris e a não voltar para Polônia, ela ficou, iniciou seu Dourado com Gabriel Lippmann que abriu as portas de seu laboratório para Marie. 

Pierre foi um nome tão importante para a Ciência quanto o de Marie, seus estudos relativos ao Magnetismo e a Temperatura e a Radioatividade foram pioneiros, ele foi igualmente incentivado por  Marie e 1895 concluiu sua tese sobre o Magnetismo, eles casaram nesse mesmo ano.

Influenciada pela recém descoberta do Raio X (1895) por Röntgen, e peor Henri Becquerel (1896), de que “os minérios de urânio emitem raios que também eram capazes de impressionar chapas fotográficas mantidas no escuro” TOMA:nd. Se baseando nisso ela passou a investigar outras substâncias que tinham a mesma propriedade do Urânio. 

Com a ajuda de um eletrômetro (usado para medir a radiação), inventado por Pierre e seu irmão, ela começou a estudar uma série de minerais e com a ajuda de Pierre passou a estudar a existência de novos elementos, descobriram o Polônio batizado em homenagem a Polônia e do rátio que levou esse nome por sua intensa radiação, esses estudos renderam grandes contribuições para a ciência e premiações. 

Em 1903, Marie Curie defende sua tese, Pesquisas sobre substâncias radioativas,  e mesmo sendo considerada a maior contribuição científica registrada da época, ainda assim muitos dos créditos à pesquisa eram dadas a Pierre, prova disso é que ambos foram chamados para uma cerimônia pela Instituição Real, mas não era permitido uma mulher falar em uma conferência e por isso Pierre ao ler o discurso deu total total crédito a mulher. 

Marie Curie, Pierre (1859-1906) e Henri Becquerel em 1903 (Photo by Universal History Archive/Getty Images)

Nesse mesmo ano a Academia de Ciências da França indicou Henri Becquerel e Pierre Curie como candidatos ao Prêmio Nobel de Física ignorando por completo a participação e a contribuição de Marie Curie, o que ocasionou em Pierre mais uma vez tendo que lembrar da importância fundamental de Marie, os três foram premiados com o Nobel, mas a comunidade científica Francesa não deve ter ficado tão feliz assim. 

Em 1906 Pierre morre, vítima de um atropelamento fatal, mesmo atordoada com a morte do marido, Marie toma conhecimento que seus estudos estavam sendo descredibilizados por Lord Kelvin, isso de certa forma a incentiva a voltar ao trabalho, ela faz novas descobertas prova que estava certa e ganha o direito de ter seu nome como uma unidade internacional Curie.

O tempo passou desde a morte do marido, ela concorreu a uma vaga para ocupar uma cadeira na Academia de Ciência da França, mas não foi escolhida, nada favorecia a ela, era mulher, viúva, foi indicada a revelia ao Nobel, não era ligada a igreja, mas ainda assim a diferença foi de um ou dois votos. 

Para completar ainda mais esse cenário a imprensa francesa descobriu seu romance com um ex aluno de seu falecido marido, foi sensacionalista a expondo e a culpando pelo fim de um casamento. Em um encontro em que ela era a única mulher cientista a imprensa noticiava sua vida amorosa. Encontro esse que estava o jovem Albert Einstein.

Marie Curie chegou a ser aconselhada por Albert Einstein a não se importar com o que falavam dela, mas era difícil não se importar, afinal não importava o quão importante ela fosse para a ciência, ainda assim isso não importava, ela era mulher e mulheres não eram valorizadas naquela sociedade.

Em 1911, se surpreendeu que mesmo com tudo indo contra ela, ainda assim seu trabalho foi reconhecido e ela ganhou mais uma vez o Nobel em Química, “em reconhecimento pelas suas descobertas dos elementos rádio e polônio, pelo isolamento do rádio e o estudo da natureza e dos compostos deste elemento notável”.

Deprimida e abalada com tudo que acontecia à sua volta, ela resolveu cuidar de sua saúde, se afastou de tudo e só em 1912 voltou a dar aula em Sorbonne, em 1914 se torna diretora do Laboratório Curie no Instituto do Rádio da Universidade de Paris, que ajudou a criar.

Marie e sua filha mais velha Irene

Irene, sua filha mais velha se tornou sua assistente na tarefa de ensinar médicos e enfermeiros a lidar com as novas descobertas científicas que se tornaram importantes para encontrar objetos desconhecidos no corpo humano.

Em 1934 aos 66 anos, quase cega, Marie Curie morreu de Leucemia, cuja a provável consequência foram os anos de manipulação de substâncias radioativas

Curiosamente sua filha Irène Joliot-Curie junto com o marido ganharam em 1935 o Prêmio Nobel de Química, por descobrirem a radioatividade artificial e demonstrar a existência do nêutron, assim como a mãe não foi aceita na academia de ciências da França, mas seu marido foi. (Assim como Pierre também havia sido).

Esse ano Marie Curie vai ganhar as grandes telas do cinema novamente, foram muitas as representações da história dessa mulher no Cinema, a mais recente foi em 2016 focando em sua vida pessoal. Agora quem a vivera no cinema será Rosamund Pike, enquanto Sam Riley viverá seu marido, Pierre Curie, o longa pelo nome vai focar na vida profissional. 

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Referência:

https://canaltech.com.br/ciencia/quem-foi-marie-curie-cientista-que-ganhara-filme-em-2020-assista-ao-trailer-149963/

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/12/albert-einstein-aconselhou-marie-curie-ignorar-os-trolls-em-1911.html

midia.atp.usp.br/impressos/lic/modulo02/evolucao_PLC0014/evolucao_top09.pdf

www.fapesp.br/eventos/2011/11/quimica/vargas.pdf

bdm.unb.br/bitstream/10483/9368/1/2014_AdmaSarahBoibaMartins.pdf

Aplicativos, covid-19, Saúde

Aplicações no combate a Violência contra a mulher

imagem representando a união das mulheres

Ficar em casa pode ser uma alternativa segura para a maioria das pessoas, mas para algumas mulheres ficar em casa se tornou sinônimo de perigo e, esse é o motivo dessa postagem, a tecnologia a muito tempo anda sendo usada para facilitar o pedido de ajuda dessas mulheres.

No dia 28 de abril a Uber junto com o Instituto Avon em parceria com o Wieden+Kennedy lançou uma ferramenta que serve como um pedido de ajuda, a ferramenta é um bot (robô). Antes de mais nada, mesmo que de forma resumida é importante dizer o que é um bot.

O que é um bot?

imagem representando um robô

É uma ferramenta automatizada que executa uma série de comandos pré-programados, pode ter em seu desenvolvimento uma inteligência artificial, seu objetivo é a simulação de uma interação humana. Eles podem ser usados para fazer perguntas, para disparar respostas (Twitter), as possibilidades são inúmeras, os desenvolvedores dessa aplicação, da qual vamos falar, optaram por a desenvolver para ser utilizada junto ao Whatsapp.

Como funciona?

A aplicação funciona da seguinte forma: A mulher que se sentir ameaçada, entra  em contato pelo Whatsapp com o número (11) 94494-2415, disponível em todo o Brasil. Ainda de acordo com a Uber, depois de responder algumas perguntas para identificar o grau de risco que ela corre, ela receberá o suporte apropriado. 

Caso seja necessário buscar um hospital, unidade de saúde, delegacia ou um centro de atendimento que presta serviço e assistência social e psicológica e orientação jurídica às mulheres em situação de violência, a mulher receberá um código promocional para solicitar uma viagem de forma gratuita no aplicativo da Uber e se deslocar com independência.

Se você tá perguntando o motivo de ser um robô camuflado em um número do Whatsapp e não um aplicativo? O motivo é justamente esse, é uma camuflagem para que o agressor não desconfie que é um pedido de ajuda, o número pode ficar salvo nos contatos (com um nome qualquer) e, quando a vítima se sentir ameaçada entrar em contato.

Para saber mais a respeito da Aplicação clique aqui e vai ser direcionada a página da Uber.

Antes de falar sobre outras aplicações que servem como canal de denúncia e/ou pedido de ajuda, é necessário falar de uma central muito importante a #180, que funciona desde 2014 e se tornou uma importante ferramenta nas políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Central de Atendimento 180

imagem da central de atendimento 180

É uma central telefônica que funciona como um disque denúncia, funciona em todo o Território Nacional, recebendo denúncias de assédio e violência contra a mulher e as encaminhando para os órgãos competentes. É um serviço público, que funciona de forma gratuita, 24 horas por dia e que assim como disque denúncia é confidencial.

Além disso, também é possível obter orientações sobre serviços da rede de atendimento, direitos da mulher e legislação, a denúncia (ligação) pode ser feita por qualquer pessoa. Além do 180, as denúncias de violência doméstica podem ser feitas em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência.

para saber mais clique aqui

Outras iniciativas

Existem outras plataformas que podem ser úteis se você se sentir de alguma forma ameaçada, separamos algumas:

iOkay – Segurança Pessoal -Make ID

Logo do aplicativo iOKay

O objetivo desse aplicativo segundo os desenvolvedores é ser um guardião particular, se acontecer alguma coisa com você é só apertar um botão e seus contatos mais próximos sabem da sua situação. (botão verde seguro, botão vermelho perigo)

Ele permite enviar sua localização para os seus contatos, criar mensagens personalizadas, ligações, acesso aos principais telefones emergenciais do Brasil, criar locais seguros em um mapa e emitir alertas sempre que passar por eles, informar automaticamente seus contatos que a bateria do seu celular está acabando e muito mais.

Nota na Google Play – 4,2

Para baixar ou saber mais informações clique aqui. (Google Play)

Malalai App -Malalai Tecnologia de Segurança

Logo do aplicativo Malalai

O aplicativo permite que você escolha alguém da sua confiança para acompanhar seu deslocamento e ser notificado automaticamente por mensagens sobre sua localização. Permitindo também que você Informe características das ruas no mapa deste poste sem luz até se ocorrem assédios frequentemente e edite em um mapa colaborativo com outras usuárias.

O aplicativo permite cadastrar ainda três contatos de emergência para enviar SMS, com um texto pronto e a localização em tempo real.

Nota no Google Play: 4,2

Para conhecer mais sobre o projeto Malalai clique aqui

Para baixar direto da Google Play clique aqui

PenhaS – PenhaS

Logo do aplicativo PenhaS

PenhaS oferece apoio para mulheres em relacionamentos abusivos. Nele, mulheres (em situação de violência ou não) podem ter acesso a: informação, diálogo sigiloso, apoio, rede de acolhimento e botão de pânico.

Para saber mais do aplicativo clique aqui.

Para baixar direto da Google Play clique aqui.

Nota do aplicativo 4,0.

Aplicativos testados em um smartphone com Android 6.

Aplicativos por cidade mantidos por órgãos públicos (não testados pelo blog)

Esses aqui são alguns dos aplicativos disponibilizados por entidades públicas para a denuncia de violência contra a mulher.

SOS Mulher – PM de São Paulo clique aqui

SOS Mulher – MP do Estado do Amapá clique aqui nota 4,6

Salve Maria – Prefeitura Municipal de Uberlândia, clique aqui. nota 4,5

SOS Maria da Penha – PM do Estado do Pará, clique aqui. nota

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Algoritmos, covid-19, Saúde

Dados do Bem – Aplicativo

Informações disponibilizadas pelo portal de comunicação da Rede D’Or.

Dados do Bem é uma iniciativa liderada pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e Zoox Smart Data, para mapeamento epidemiológico da Covid-19. É uma iniciativa para enfrentamento do coronavírus, que combina inteligência epidemiológica e big data. Ela permitirá a criação de mapas de distribuição da Covid-19, a identificação de concentração de transmissão e a análise da evolução da imunidade na população.

Foi desenvolvido pelo pesquisador Fernando Augusto Bozza, bolsista do projeto “Cientista do Nosso Estado”, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), Bozza firmou uma parceria com o empreendedor Rafael Albuquerque, CEO da empresa Zoox Smart Data, para a criação do aplicativo “Dados do Bem”.

O aplicativo é gratuito, disponível para Android e iOS . O usuário preenche um cadastro e responde a um simples questionário de autoavaliação, com perguntas sobre sintomas associados à Covid-19 e histórico de saúde. A partir disso, a plataforma indica a possibilidade de ele estar infectado pelo novo coronavírus.

Algumas pessoas cujas respostas ao questionário apontarem para uma alta probabilidade de infeção serão convidadas a fazer um teste gratuito, com dia e horário marcados.

Quem realizar o teste e for diagnosticado com Covid-19 poderá indicar cinco pessoas com as quais teve contato próximo, para que elas sejam convidadas a também fazer a autoavaliação de saúde no aplicativo. Assim, os pesquisadores conseguirão compreender as dinâmicas locais de contágio.

O projeto DADOS DO BEM terá início no dia 28 de abril, no Rio de Janeiro. Em um primeiro momento, serão priorizados profissionais de saúde com suspeita de Covid-19 para realização dos testes presenciais. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro também utilizará a tecnologia do DADOS DO BEM para a aplicação de testes.

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Refêrências:

https://www.rededorsaoluiz.com.br/hospital/udi/novidades/dados-do-bem-idor-e-zoox-mapearao-a-covid-19

http://www.tupi.fm/coronavirus/pesquisador-da-faperj-elabora-aplicativo-para-monitoramento-da-covid-19/

Algoritmos, Redes Sociais

EdgeRank: Como funciona o Feed de notícias

logo do facebook com formulas matemáticas

Possivelmente você já deve ter se perguntado o motivo Feed de notícias não acontecer mais de forma linear, ou qual o motivo de sempre as mesmas pessoas curtirem suas publicações ou ainda qual a razão para que os mesmos amigos apareçam no seu Feed. Sim, existe um motivo e é um motivo complexo que se chama EdgeRank.

O que e é o EdgeRank?

EdgeRank, é um algoritmo, que compreende a interação dos usuários em sua rede e, reproduz isso no Feed de notícias, ele se torna um filtro de publicações a serem exibidas. A publicação só vai ter um alcance considerável se realmente agradar um determinado público.

Segundo Araujo (2017, p. 279 apud. PEREIRA, 2018 P.160) “Suas ações em relação ao Feed de Notícias são definidas como a construção de um jornal personalizado que escolhe o conteúdo certo, para pessoa certa, no momento certo”. Desta forma se cria a ideia de engajamento,.

Para se tornar engajado no que diz respeito a divulgação do conteúdo, o usuário tem que conhecer seu público para que possa estimular a interação e consequentemente disseminar seu conteúdo.

Edge: São todas as ações que acontecem dentro da rede social.

Rank:Ranqueia todas as ações (Edge), quanto maior o Rank de um produtor de conteúdo com um determinado usuário, maiores são as chances do conteúdo aparecer no Feed de notícias.

EdgeRank: O algoritmo observa os Edges que estão conectados com um usuário e monta um Ranking baseado na importância desse conteúdo para o mesmo.

Se você for uma página e não quiser pagar para impulsionar sua publicação saiba que conhecer como o EdgeRank funciona é essencial, mas antes que tal uma história breve dessa evolução?

Breve história até 2020.

Logo no início, até 2009, o Feed era exibido de forma cronológica, só após esse período ele passou a funcionar com um sistema de Ranqueamento, passando a ter prioridade amigos, familiares e postagens com conteúdo informativo e divertido.

Em 2017, o Facebook inseriu o botão de “reação” e isso passou a fazer parte do sistema de ranking, assim como os vídeos passaram a ter um peso por taxa de conclusão.

Em 2018, se passa a priorizar as postagens que estimulem o engajamento, quanto mais os usuários interagissem com reações, compartilhamentos, comentários, mais essa postagem tinha espaço no Feed de outras pessoas.

O objetivo com isso era que, o tempo do usuário na rede fosse gasto de forma útil. Se de um lado o usuário sairia ganhando, do outro o criador de conteúdo deveria se esforçar para que suas publicações atingissem o público e esse público interagisse de forma ativa com o conteúdo. –engajamento-, para que o alcance se tornasse maior e consequentemente satisfatório.

Pouco tempo depois, se percebeu que essa forma de impulsionar a publicação para atingir o público, favorecia a disseminação de notícias falsas, afinal existia entorno dessas publicações um grande número de interações, quanto mais curtidas, comentários e compartilhamentos, mais aquela publicação tinha a chance de aparecer em outros Feeds que não faziam parte da sua bolha.

O atual algoritmo (2020)

O atual algoritmo, passa a pesar o seu comportamento na rede social, isso significa que se aperfeiçoou o sistema de Ranqueamento, colocando um sistema de pontos em tudo que se faz e na interação das pessoas, por exemplo:

  • Compartilhamento de uma mesma publicação por mais de um amigo;
  • Frequência de visualizações de conteúdo de um mesmo usuário;
  • Se assiste ou não vídeos ao vivo;
  • Se assiste vídeos até o final;
  • O que você mais curte;
  • O grupo que você mais frequenta.

Basicamente o que ocorre é que antes do algoritmo do Facebook resolver entre te mostrar um vídeo de cachorrinho fofinho de uma página qualquer ou de um vídeo de uma página de culinária, ele vai fazer a análise de todas as suas interações e vai criar um sistema de ranqueamento do seu interesse.

Principais categorias de classificação

  • Com quem você interage com mais frequência (curte, compartilha e comenta);
  • Qual o tipo de mídia presente na publicação ( vídeo, imagem, texto). Uma publicação com vídeo ou foto vale mais pontos do que uma com apenas texto.
  • A popularidade da postagem (quanto mais interação houver na postagem, mais essa vai ser visualizada por outras pessoas).
  • Fator temporalidade ( quanto tempo foi publicado + interação dos usuários)

Por que estou vendo essa publicação?

Para quem não sabe, “Por que estou vendo essa postagem”, é um botão que foi introduzido em 2019 no Facebook e que te permite entender os motivos de uma determinada publicação aparecer para no seu Feed, seja de um grupo, anúncio, amigo ou página. Basicamente esse botão permite que você entenda no algoritmo por exemplo:

publicação do grupo “grupo onde relatamos nossos dias em quarentena”
  • Você é membro de determinado grupo;
    • você curtiu mais de uma publicação desse grupo;
  • Você reagiu a mais vídeos do que a outros tipos de mídia ;
  • É uma publicação popular.

Ele também permite algumas alterações de conteúdos no Feed.

Editar suas preferências no Feed de notícias.

imagem referente a preferências de visualização do Feed

Como falado anteriormente, o botão “Por que estou vendo essa postagem” permite a edição do seu Feed de notícias, se você clicar em “editar preferências”, você pode alterar sua prioridade de visualizar primeiro, você pode deixar de seguir (grupo, pessoa, página), assim como pode fazer o processo reverso, ou seja seguir novamente.

Vale lembrar que o Facebook interage de forma direta com seus usuários através de questionários sobre interesses:

  • Preferência de mídia;
  • Preferência por conteúdo de determinado assunto;
  • Qual a relevância do conteúdo;

Em algum momento você já deve ter sido questionado sobre algum assunto pelo Facebook e essas respostas serviram como base não só para montar o seu Feed como o de outras pessoas.

Iscas de Envolvimento???

Em maio de 2019, o Facebook atualizou o seu algoritmo (EdgeRank) para penalizar produtores de conteúdo que em seus vídeos criem gatilhos para incentivar a ganhar curtidas e comentários, esse tipo de penalização já existia quanto a publicações com textos. O próprio Facebook fornece alguns exemplos de táticas que promovem artificialmente o engajamento de um conteúdo e que tem como consequência a penalização:

  • Isca de reação: publicar conteúdo que parece spam, como, “Reaja com amei se você adora jogar no PC”!
  • Isca de seguida e compartilhamento: dizer aos espectadores “curta, siga, compartilhe e assine!” na descrição.
  • Isca de comentário: dizer aos espectadores para comentar em um número ou letra em seu stream.
  • Isca de monetização: pedir Estrelas em troca de algo, como fazer flexões ou comer alguma coisa questionável.

Para que fique claro, isca é quando você entrega uma recompensa ou proposta de valor em troca de uma reação ao conteúdo (Edge).

Engajamento

Se você chegou até aqui possivelmente deve tá se perguntando como trabalhar junto com o EdgeRank e, é por isso que aqui vou dar algumas dicas, tanto para pessoas quanto para páginas para alcançar um público orgânico (o público alcançado de forma espontânea):

  • Crie publicações que estimulem a interação.
  • Quanto mais amigos online, mais sua publicação tem chance de ser vista por esses, escolha um bom horário para suas publicações ocorrerem.
  • Não publique conteúdo sem verificar se esse é verdadeiro, a disseminação de conteúdo falso rebaixa a nota da sua página.
  • Vídeos tem mais chance de serem vistos do que outro conteúdo: Vídeos com mais de três minutos e que as pessoas assistem mais de um minuto se tornam muito mais propensos a serem vistos em outros Feeds de notícias. *Vídeos publicados diretamente na página do Facebook.
  • Vídeos ao vivo tem mais alcance do que os publicados na página.
  • Publique com frequência.

Como verificar o alcance da sua página

Imagem referente ao painel de uma página
painel de informações completo

1 – Entre na sua página e clique em “Informações”, ao clicar na lateral esquerda você deve clicar no “alcance”, você vai ter uma ideia do alcance orgânico e pago das suas publicações.

2 – Ainda dentro da aba de “Informações”, escolha “Publicações” na lateral esquerda. Nessa parte você pode fazer uma avaliação das suas postagens, quantidade de curtidas e comentários.

3 – Continue na parte de “Informações” e, clique em “Pessoas”, nessa aba você vai ter uma ideia de forma gráfica do alcance da sua publicação por região, gênero, entre outros.

Bem depois disso tudo, acho que vocês já devem ter percebido que aquelas publicações que algum amigo seu compartilhou falando do alcance do Facebook não é bem uma verdade. Como essas publicações geralmente geram muita interação de fato o alcance delas se torna maior, então a probabilidade de se alcançar um público grande é referente a interação nessa postagem. Quanto mais se interage com um amigo mais esse vai aparecer no seu Feed.

Obs: Se você tem um amigo que possui uma postagem estimule a página dele curtindo, comentando e compartilhando para que mais pessoas possam partilhar dessa página.

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Referências:
https://www.backsite.com.br/publico/noticia.php?codigo=710
https://klickpages.com.br/blog/engajamento-no-facebook/
https://www.gomarketingschool.com.br/facebook-ads/como-o-algoritmo-do-facebook-funciona-em-2020/
https://www.facebook.com/business/help/547299105715750?id=648321075955172
Pereira, Daniele Prates. “Cada um luta da sua trincheira: as estratégias para criação e compartilhamento de conteúdo de ativismos sociais no Facebook.” (2018).

imagens referências:

https://agenciatropica.com.br/como-funciona-o-algoritmo-do-facebook/

https://agenciatropica.com.br/como-funciona-o-algoritmo-do-facebook/

site hackr.com.br (edgerank-o-algoritmo-do-facebook-para-alavancar-o-seu-trafego)

Humanas e Exatas, Textos reflexivos

Humanas:Exatas

Quando você faz uma faculdade ligada a licenciatura é complicado você se tornar aluna em uma outra graduação de características técnicas. Ser pedagoga dentro de uma faculdade de tecnologia é minha identidade secreta. Eu até acho que falta didática em alguns dos meus professores, mas isso não é o que me incomoda, o que eles têm de tempo em sala de aula algumas vezes é um tempo muito maior do que o que tenho de formada, então, quem sou eu para julgar alguém?

A realidade é que cursar uma graduação de Tecnologia talvez tenha me feito evoluir mais como pessoa e educadora do que eu jamais pensei evoluir. É verdade que o mundo de exatas é muito mais capitalista e individualista do que eu estava habitualmente acostumada. Isso foi sim um problema, não vou mentir. Mas não posso negar que no meio de todo aquele caos de onde eu quero fugir a todo instante, eu consegui me inspirar em professores.

Ser resistência é um problema, já fazem quase dois anos que estou naquele lugar que é tão diferente de mim, eu ainda torço o nariz quando ultrapasso aquela porta, “é complicado”, mas ainda assim se torna muito fácil amar e admirar algumas figuras daquela instituição. Como eu disse, ser resistência é problemático, me esconder foi uma tarefa impossível, mas continuo sobrevivendo, irritando algumas pessoas, e me fingindo de surda quando necessário.

Eu confesso que durante esses quase dois anos, eu nunca me questionei tanto sobre as decisões que eu havia tomado na minha vida, ao mesmo tempo que eu nunca estive tão certa do que eu queria ser. Quando eu digo que eu me inspirei em alguns dos meus professores, eu realmente estou falando sério, me inspiro em alguns deles como professores e como pessoas, e olha que isso é complicado em exatas.

Foi na graduação em Tecnologia que eu tive a certeza de que eu queria ser professora, foi na minha segunda graduação que eu obtive minhas duas primeiras reprovações na vida, espero que últimas, foram semestres e motivos diferentes. E cada uma delas me ensinou algumas coisas sobre mim, eu tenho problemas para lidar com pressão, não sou autoconfiante quando estou fora da minha zona de controle, e tenho TDAH.

Mas se serve de consolo, o professor que me reprovou da primeira vez é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci, prova disso é que refiz minhas matérias justamente com esse professor. É engraçado admito.

O mais engraçado é que por conta desse professor, eu acabei olhando para “exatas” com o olhar da militante feminista que habita em mim, é complicado você só ter duas professoras ligadas a cadeira de tecnologia, talvez me fazer de objeto de pesquisa tenha sido minha primeira válvula de escape, eu passei a me interessar pelos motivos de se ter tão poucas mulheres em “exatas” de forma geral.

Eu costumo dizer que quando você passa a fazer “pesquisa” pela lógica do objeto você passa a enxergar seus próprios erros, na minha formação para me tornar professora eu tive tantas e tantas aulas que me diziam para tornar meu aluno sujeito de suas ações, questionador e reflexivo. Eu nunca havia parado para pensar nos motivos de ao longo da minha trajetória educacional como aluna eu pouco ter aprendido sobre mulheres que revolucionaram as ciências. Existiram muitas.

Talvez meus maiores questionamentos quanto a fazer T.I, não sejam como vou trabalhar isso, se amo ser professora? Até porque ser professora é o que me motiva atualmente a tentar me empenhar em T.I. Eu sempre gostei de criar, de me embaralhar entre os fios e ferramentas do meu pai, e talvez por isso eu tenha essa vontade de aliar a tecnologia a educação para que meus alunos criem tanto quanto eu quis criar, e sobretudo para que minhas alunas saibam o quanto elas são capazes de tudo.

Meu maior questionamento é ligado a algo mais profundo, eu constantemente me questiono os motivos de eu continuar em um local onde as pessoas não se olham, não se ouvem e não se importam, não são todos, mas ainda assim isso me machuca eu constantemente atraio para perto de mim pessoas que necessitam que as olhem, que se importam, que as ouçam. É realmente “complicado”, meu maior questionamento é por qual motivo não cursei psicologia, eu poderia ajudar muito mais essas pessoas se eu fosse psicóloga, do que sendo Juliana Marques, esse poço de emoções.

Eu constantemente me arrependo das escolhas que fiz referente a T.I, eu constantemente grito de raiva de mim mesma, é perverso como o ambiente externo nos faz nos odiar as vezes, mas eu sempre respiro, penso que eu gosto de programar, gosto de pensar em projetos, e constantemente me imagino planejando aulas em que eu possa envolver meus alunos com todo esse mundo que por vezes se encontra tão fora da grade curricular.